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Tudo não foi uma bênção de Deus?

Visitar a terra do meu “nonno” e minha “nonna”, a encantadora Itália, foi um sonho realizado. Ali, encontrei minhas raízes, visitei os locais das histórias por eles contadas, senti o sabor da comida, o cheiro da terra. E, através de mim, a única da família a ter essa oportunidade, levei-os no coração de volta a Torricella in Sabina e Toffia, de onde saíram no início do século passado e nunca mais voltaram. Perto de Roma, ficam essas duas cidadelas medievais, com castelos, casas de pedra, ruas estreitas, seus 850 e 1.200 habitantes, plantações de olivas e tudo o que merece ser visto de uma típica cidade italiana do interior.

Outra cidade inesquecível é Assis. Não dá para separar São Francisco e Santa Clara da cidade de Assis. Medieval, ela é fascinante e nela se respira a espiritualidade desses santos. Há algo no ar, que mexe com a nossa alma. É o “espírito de Assis”. Lugar de calma, de paz, é perfeita para reanimar nossos valores franciscanos. João XXII, quando em Assis se perguntava: “porque é que Deus deu a Assis este encanto de natureza, este esplendor de arte, este fascínio de santidade, que está como que suspenso no ar e que o peregrino sente? Para que os homens e mulheres através de uma comum e universal linguagem aprendam a conhecerem-se como irmãos”.

Assis ficará na minha memória bem como me recordo ternamente de meu marido, que também é Francisco, orando ajoelhado, aos pés do túmulo do santo, de onde não conseguia sair.

Na imponente Roma, tudo lembra os triunfos do antigo império: o foro romano, os diversos templos, o Coliseu, as colunas, os arcos. Quantos séculos de história! Fascinantes são as estatuas, as praças, as “fontanas” monumentais que nos enfeitiçam. De Roma não dá para esquecer o museu do Vaticano, a Capela Sistina, a praça de São Pedro, onde o apóstolo foi martirizado e enterrado e o campo onde foram martirizados os primeiros cristãos.

Tanto patrimônio artístico e histórico só foi possível ser sorvido e assimilado por causa dos admiráveis interpretes que nos acompanharam e que de forma brilhante a tudo nos explicavam e faziam pulsar a nossa curiosidade.

Foi possível ver o papa, de longe, abençoando os milhares de representantes das confrarias. Ainda em Roma, a cidade eterna, me encantei com a magnitude da Igreja de Santa Maria Maior, com a Igreja de Santa Maria de Aracoeli que tem muito significado para mim. Quando minha irmã nasceu, meu tio que havia regressado da Itália, dizia que ela se parecia com o Bambino de Aracoeli, por isso deram-lhe o nome de Araceli. Das escadarias da Igreja liguei para ela: jamais poderia imaginar um dia entender do que meu tio falava.

Tudo o que vi e vivi considerei uma bênção: passear de gôndola com quem amo, sob um céu azul de Veneza ao som dos “cantanti”, subir os inúmeros degraus da famosa Catedral de Milão, conhecer o porto de Nápoles, um dos portos de imigração de nossos antepassados, as ruínas de Pompéia e o Vesúvio que a soterrou, o balcão de “Romeu e Julieta”, a história e riqueza artística de Florença…

E para terminar o “tour” com chave de ouro, a visita à Espanha passando por Madrid e Toledo: lindas, elegantes, fascinantes em suas magias.

Esse sonho realizado começou com uma bênção: uma amiga muito querida apareceu em casa com um envelope na mão e somente me disse: Jesus te ama. E foi embora. Qual não foi minha surpresa ao verificar que havia ali a passagem para realizar meu sonho com o grupo da Marsans capitaneado pelos padres Carlos Nascimento e Marcelo Previatelli.

Ganhei a passagem, ganhei a carona do adido militar do Brasil em Roma que nos levou até Torricella e Toffia, e depois à sede da Embaixada do Brasil, ganhei estar com um grupo maravilhoso, na companhia de pessoas alegres e amigas.

Tudo não foi uma bênção de Deus? Por tudo isto “ringrazio a Dio”.

Márcia Maria Domingas de Almeida Signorelli